quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ainda existe esperança?




E dizer que te esqueci?
Enganar meu coração já passou de ser algo natural... Ele é tão mascarado!
Eu te amo, eu te espero todos os dias na mesma esquina. Eu te adoro como amo os dias quietos e quentinhos. Que te aguardo. Que te quero aqui!


Pronto! Já não posso mais fazer nada! Até por esperar eu já sei a rotina disso!

Mexes comigo, porque no meu sentido mais inóspito, eu sei que eu te amo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Só para constar




O meu dever e direito perante a ti, meu bem, primeiramente começa com o respeitar-te. Ternamente, por o diferencial entre inserir o “e” ou pensar duas vezes em retirá-lo, prefiro ficar sem sua presença. O eterno machuca um pouco o que aqui dentro, dentro de mim, vive, ou por algum motivo, tenta viver. Digo-te, meu bem, que não ganhaste o eternamente, porque ainda não sei o suficiente das possíveis conseqüências que poderiam ocorrer caso algo viesse acontecer, aqui, ai, bem, quem sabe uma tragédia ou então a cena mais fora de nexo mundial. Respeito-te, porque faço contigo o que fazem ou deveriam Ed fazer comigo. Deveriam no motivo de que, numa realidade fria, é mais fácil ignorar ou simplesmente largar de mão. Porém, com todos os defeitos, ainda assim respeito a tua pessoa.



A minha segunda passada chega ao ponto de que se te respeito, ando ao estagio que gosto da tua presença, fina aqui perto, e ela me faz, de um modo especial, não desejar que as coisas acabem ou que tudo dê errado. Ao contrário do que meu negativismo faz comigo, almejo as coisas na sua plenitude, na sua profundidade contínua e deliciosa, onde não há os tais riscos a qual me desespero. A tua presença, seja ela, física, espiritual, muitas vezes mental, é uma sincronia amável da minha inútil e desligada graça, que algumas horas se escondem. A tua presença a qual na mais violenta desigualdade entre todos os meus instintos desejam te ver o mais longe imaginável.



No meu prosseguir, em terceiro ponto chego ao sentido de não deixar que a tua ausência faça com que eu sucumba e encontre um lado negro de ainda estar aqui, nessa possibilidade de uma solitária escolha e opção pela solidão. O que ultimamente, ela não tem sido muito bem informada para o meu resto, de que não posso depredar-me inteiramente. E esses meus desequilíbrios pela tua falta tem deixado minhas noites mais longas e frias do que as de costume. Tenho andado um pouco mais revoltada com as coisas que ainda não fizemos, ou então as quais eu tenho uma ardente vontade de realizar.



Não sei mais o que aqui dentro existe. Depois de tempos tentando esmiuçar o que muitas vezes parece vivo, ainda assim consigo decair constantemente e quando eu mais necessito do ressurgimento ele se esvai para o mais longínquo de mim. Sinto-me como louca, uma estúpida tentando mover-se no resto de uma guerra, onde eu poderia ter nojo do que sobra, medo do que vejo, porém eu tento seguir. Nisso me ponho: Para que seguir? Se você já sabia que seria assim, sabia que não deveria de fazer isso, porque você continua a insistir em algo que a única coisa que te levará será somente a gastar o teu tempo por alguém que nem do teu nome lembra?



Sabe do que eu tenho mais medo? Não é de ser deixada, porque isso o ser humano começa, de certo modo, a se acostumar. Não é de ser chamada (feita) de louca, trouxa ou idiota, pois em alguma hora da vida a gente cai em si e vê que algo esta errado. O meu real medo é dizer que te amo e isso não ser compreendido, não ser levado tão a sério, ser algo de risadinhas. Eu almejava e ainda desejo até o momento em que cair em mim, dizer que tenho respeito por ti e que me atrai o que dizes e o que fazes. Que isso é o suficiente para deixar-me significativamente mais feliz quando falo contigo. Todavia, não ajo, não falo, apenas almejo que um dia você possa entender. Não te peço que me ames, até porque não posso fazer isso. Peço-te que me respeite e que me avise o quanto boba eu estou sendo.


sábado, 22 de agosto de 2009

O silvo do trem na estrada de ferro na cabeça




Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.

Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...

E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

And what's the worst you take from every heart you break




Porque você não me deixa pensar por minutos. E descrever o indescritível é impróprio para minha singela, insignificante e medíocre mente insana. Tentar prever ou sacrificar algo por minutos de êxtase, ao teu lado, não é mais improvável e desgostoso.

Vou pedir pra que me levem embora, porque nesses momentos de chuva como agora, onde cai fininha e quanto mais devagar mais doem minhas abertas feridas de tristezas passadas, as quais tentam se fechar com a tua presença, que hoje, não mais faz tanta parte da minha existência, como há dias atrás eu tinha o prazer em ver e rever teu semblante. E as minhas tardes de anseios inesperados para fazer algo que no final das contas, ele era estatelado com uma onda vocal que provinha de você.


Nesse mundo, meu mundo, onde não se extrapola tanto para de um olhar para um outro qualquer momento de malicia secundária. Amor, onde minhas papilas gustativas já fazem o trabalho de detectar que um doce e aromado sabor esta dentro de mim, e dele se transpassa o adocicar para o resto do corpo. E desse passear por entre todas as linhas corporais, na minha boca derretem-se como pedras de chocolate.


Agora, para mim, parece tão mais difícil carregar qualquer coisa que me pego nessa de tentar não querer compreender o que aqui dentro se passa. Não são mais as doçuras, nem os elementares químicos que fazem tremer o corpo, mas a saudosa parte de estar tão mais distante do que a minha mente imagina estar. Parece que, nesses momentos, tudo vem e revive o que eu já tentei, por séculos, esquecer. E o esquecimento cai sobre mim como peso para uma vida que gostaria de andar, e que solitariamente ela vai indo, vagando pelos inóspitos corredores imundos da cidade. Seria muito mais fácil realmente crer que esta tudo bem e nesse bem, não há nada além de mim e você, que pudesse me desligar por minutos e me deixar pensando que pode haver erros. E sobre todos os erros, eu os conheço como se fossem irmãos. Erros de todos os tipos, e os quão audíveis e dolorosos podem ser se muitas vezes tocados e deglutidos na mesma pele e pela mesma pessoa. As feridas da dor de largar ou então de ter pego e soltar pouco tempo depois é tão destrutível humanamente. Deve ser por fatos semelhantes que, não me deixo desiludir mesmo tudo estando tão acabado lá fora. Uma mera sonhadora, ou então uma criança que crê na própria imortalidade de um dia estar certa sobre todas as besteiras humanas.


É mais sincero acreditar que seja somente por um dia estar certa que todas as bobagens retrógradas humanas um dia irão acabar para um prazer maior e uma qualidade mais amena. E nessas qualidades, talvez eu ainda encontre um pouco de paz interior para entender que não deveria cair em amores tão facilmente, ou então, me dar um pouco mais de tempo para compreender que não se deve cair em amores por alguém que um dia, quem sabe, pode ter lhe dado mais de duas passadas de mão na cabeça e você, ter se enganado que era carinho. Desconfio porque é mais aceitável não se iludir ou criar uma esperança expectativa tão monstruosa para depois lavar-se no próprio choro, por mais que o próprio choro lavável pode ser reconfortante. Desconfio porque não quero me entregar diretamente ao perigo, ou então ao medo de que, inconscientemente eu estava certa ao ponto de não me entregar, mas o caminho mais fácil e correto naquele instante era o entregar-se parcialmente. Não quero mais uma vez ter o gosto de ser a sofredora histórica onde, tudo se aperta constantemente e a saudade era mais uma morte do que um viver pleno e sereno.

I won't let it get to me

But I'm gonna miss you badly

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Para onde nós vamos daqui?




Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.


Nem sei mais o que escrever, o que fazer... Esse tédio de momento férias é tão grandioso que chega a ser pimenta para meus olhos. Prefiro dormir e fechar a cabeça, do que ficar escutando as bobagens mundanas que ainda percorrem os ouvidos... Mundanas(?)... Da Ana mesmo!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Para você, tristeza!




E o meu destino é qual nessa vida? Será que eu estou indo pelo caminho certo destinado a mim? Nesse mundo, vasto mundo, já dizia Carlos Drummond. O mundo dá interinas voltas para ser feliz, e no final das contas somos felizes em conseqüente parte do tempo e, no terminar de tudo, talvez nem seja tão gracioso quanto o tempo em que nesse nó estivemos. E nesse movimento constante total, o que lhe foi escrito foi aproveitado? Não sou profeta, não prevejo futuros, não entendo nada do que esta próximo, e tento ao máximo não pensar em previsões estrondosas por medo de sucumbir e não saber o que aconteceu com certeza. Mas perco-me pensando sobre o que eu estou fazendo da minha vida, nessa translação toda, onde tudo o que eu faço pode ou não ser valido, e essa validez esta condizente com a minha vontade. Quero dizer, conseguirei eu entender o porquê do certo e errado, relativamente não dando certo em suas circunstancias, porém, mais, além disso, será que eu estou entendendo as minhas oportunidades e razões de agir de certa forma e querer que aquilo seja assim.


Nesse caso, entrando diretamente sobre quantos perdões eu tive que revirar dentro de mim, esconder as minhas feridas, tapar com lacre profundo as minhas dores e perdoar para ser feliz, porque eu quero aquilo, e para ver o bem-estar alheio florescendo. Na bem da realidade, eu normalmente penso muito mais no bem-estar confortável do outro do que no meu próprio bem estar. Mais especificamente quando digo isso em questões fraternais e laços que na minha zona de conforto estão tão bem, mas eu deveria de mexer naquilo, porque no fundo me incomoda sem razão para ficar ali. Eu deveria de sacudir algumas coisas em mim, brigar com aquela pessoa que me incomoda, dar broncas, merecer mais o que dentro de mim há. Todavia, o meu conforto de eu me sentir bem com aquilo, nem que seja momentaneamente, pelo simples motivo de que eu gosto daquilo e eu tenho esperança naquilo, vá me machucando, e a bala que cada vez dispara quando isso ocorre, seja pior ao passar do dia, e o coração vai se ferindo.


Sofrimento é opcional, e por mais que eu tenha noção disso, é um sofrimento tão ardente de paixão, que no final de todas as somas e descontos, nessa incrível e irremediável cotação de dias, vai me fazendo bem sofrer e amar ao mesmo tempo. Já disseram que sofrer é conseqüência de amar, e amar remete friamente em sofrer. Contudo, o ser humano não nasceu para ficar agoniando pelas calçadas e chorando as pitangas por amores impossíveis, platônicos, sórdidos, deploráveis e entre todos os seus ramos passionais, mas sim ficar vivendo, e nesse vivendo eu ainda temo, porém coloco junto, o levando. Levar as coisas adiante, como um mero e discrepante mortal carrega a própria cruz para a morte em seguida. Vai seguindo com aquele pesinho, que vai tomando seu tamanho, que vai crescendo e seguindo nas costas. E esse peso torna-se monstruoso, e as costas já não podem segurar, e queremos deixar esse peso, porque estamos sofrendo com o peso e queremos nos livrar dele, só que o peso é tão grotesco e ao mesmo tempo tão sensível, que não há como retirar algo que não vá machucar a si mesmo como o próximo (talvez o próximo, o alheio não entenda ou então não sofra tanto como você). O que tenho em minhas palavras é, você pode morrer sofrendo por alguém, pode se machucar diariamente por alguém, você deseja que isso acabe porque esta cansada, mas não termina com isso.


Ontem à noite, eu perdi grande parte do tempo que era para eu estar dormindo. Gastei pensando no que isso não me faz bem, e dentro de mim dói tanto ter que suportar algo que no final das contas, eu acho, que não dará certo. Que eu sofro por algo que já era para eu ter esquecido, ter jogado para longe de mim. Mas por todos os meus adoráveis tempos entregues a alguém, que mesmo que tenha desmerecido grande parte da minha amizade, que tenha pisado em cima dela, esfregado com o pé varias vezes de um lado para o outro, sem dó nem piedade. Onde o mesmo fez palavras, que um dia eu desconfiei e eu estava certa em desconfiar, onde eu chorei caldos de lágrimas por querer cada vez mais alguém que nunca estará ao meu lado. Alguém que eu dei mais de duas chances, e a mesma que as esfarrapou. Que eu voltei a dar outra chance, inconscientemente, e que agora, eu estou gastada e desgastada, onde minha mente não agüenta mais ter que viver isso, por mais que eu ame vivenciar isso. Eu não posso mais deixar a minha vida sofrer por alguém que não pode me levar, e eu não estou perdendo isso, porque eu nunca tive isso. Eu só gostaria de ter a maior coragem para dizer isso sem o medo de estar ferindo alguém e me ferindo, dando um certo desgosto para uma amizade.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

No meu coração é onde eu guardo você, amigo



"Cada passo que eu dou

Cada movimento que eu faço

Cada dia único

Cada vez que eu rezo

Eu sentirei sua falta (...)"


Eu tenho um caso de amor proibido por uma pessoa que eu descobri há pouco tempo atrás. Ela é oitava maravilha do mundo, obviamente que no meu coração, e aos meus olhos, ela é, com toda a certeza que existe dentro de mim, a primeira e única maravilha do mundo. No meu coração, que normalmente esta despedaçado, quase morto, com pouco sangue passando, numa cor, onde o vermelho esta em cor de vinho, e ele esta fraquejando a cada dia, ela pode não saber que ele fraqueja, mas por essa pessoa, ele bate mais forte. Na bem da verdade, eu a descobri desde que eu me conheço por gente, talvez muito antes de eu mesmo existir, mas fui conhecê-la por agora, nesses tempos. Conhecer no sentido de ir mais a fundo, quem sabe. No sentido de conversar, ter uma troca recíproca, porque desde os tempos em que eu era uma criança que não sabia falar, não tinha cabelos, e meus olhos pareciam ser grande, o que hoje já não são mais nem querendo que os fique, eu sabia reconhecer aqueles olhos que me olhavam, aquela voz que comigo falava, aqueles braços que me abraçavam, ou quem sabe, corriam, batiam, saracoteavam de mim e em mim, ou ate, por mim.


Eu não consigo esquecer, muito menos apagar, ainda mais quando eu me recordo por fitas, fotos, me recordo dos antigos momentos, fico na ansiedade pelos novos, imagino o futuro, desfruto do presente. Talvez não desfrute como esperava, talvez eu me magoe muito fácil, eu sinta um peso muito fácil, eu seja preocupada demais, eu seja hipócrita, irracional, imoral, inconseqüente, desrespeite, mas a maioria é por algo sem pensar. Eu tenho que confessar que não me imagino mais sem essa criatura que me apareceu, que me fez despertar novamente para a vida, ainda mais quando eu estava lá, no fundo do poço com os limos verdes muito chamativos, um resto de água podre e lama até nos buracos que havia entre uma pedra e outra. Ela agarrou minha mão sem saber e me puxou com força, mostrando-me a luz, e que o túnel tem um final (mesmo sabendo que tem o lado bom e o ruim, e às vezes eles se misturam, e que às vezes, o que é bom tem conseqüências ruins e vice-versa). Eu sobrevivi a uma guerra interior com a força dela. E de força, ela tem muita.


Realmente esse caso absurdo de tanto amor, que floresce a cada dia, que entristece com cada partida (e, diga-se de passagem, não foi uma, foram duas, três, umas de longa distância, outras tão perto, mas todas entristecem), que tenta esquecer as brigas, as discussões, e o embravecer alheio. Mas que sobrevive em grande alegria, que esta junto e compartilhado, sempre esperando por algo ou algum novo ambiente, pessoa, diversão. É um amor recíproco, onde as partes têm uma troca harmoniosa de energia. Algo cósmico, algo muito de tempo, de muito pensar, onde uns pensam, outros são impulsivos, onde no meio de tudo as características se mudam, onde tudo muda: cabelo, cor, roupa, gostos, mas o modo peculiar e as piadas internas, essas meu bem, nunca irão mudar, pode o mundo se transformar em o que bem entender, mas esse amor que dentro de mim vive, e me fornece esperança súbita, esse não muda, nunca mudara.


Pode entrar tempo ruim, pode entrar tempestade que nem as cidades resistam, pode o sol nunca mais aparecer, o ser humano descobrir a cura para muitas coisas, tentar desvendar a morte, o nascimento, descobrir novos mistérios, mas nunca vão entender o quanto e o misterioso amor que eu sinto pro ti, essa coisa envolvendo-me durante os dias, que cresce, que aumenta, que fica superlativo a cada instante, a cada respirar me vejo mais amante do teu ser. Minha cúmplice. Minha parceira de horas jogadas fora falando besteiras, pornográficas ou não, besteiras meio sérias, besteiras de fantasias. Aquela me viu entrar em casa com horas, dias de vida, que, não sei, não me lembro, mas recebeu-me em casa, acariciou minha cabeça enquanto eu chorava desesperadamente, que brigou comigo me deixando mais forte, que acalmou minha raiva também, que me ensinou, que dedicou algum singelo tempo para pelo menos uma risada tirar de minha boca. A minha irmã, tento dedicar o meu tempo, a minha esperança e o pouco que vivi, não muito comparado a ela, mas foi o que vivi. A ela dedico a minha felicidade que, quando toma meu ser me engrandece dias quentinhos e maravilhosos. A ela também, forneço os meus minutos preciosos para com ela, e somente com ela, gastar sem medo e sem saber para que.


Eu apenas deveria de agradecer a cada prece que faço, a cada palavra escutada, a cada conselho dito e recolocado em pauta. A cada segundo gasto, a cada olhar briguento, e a todas as brigas. Eu deveria de apreciar mais, admirar mais, mas me orgulho pelo simples fato de ser sua irmã, me orgulho de cada trabalho que vi nascer das tuas mãos. Orgulho-me pelo simples momento de acordar e pensar “ainda tenho a Mariana aqui...”, não preciso ver muita coisa para me orgulhar de ti. Não preciso me orgulhar muito, só de admirar todas as coisas que você faz, para mim já é a prova suficiente de que você é importante pra mim. Não preciso me desgastar mais a procurar fatos, provas, palavras, músicas e significados, porque além de limitar, ninguém vai conseguir definir o meu sentimento por ti, seria um tanto quanto impossível.