segunda-feira, 25 de abril de 2011

Amor, ilumine meu caminho...




Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quem disse que é ruim escrever sobre amor?





Em um tempo onde o pessimismo era o grande ponto que vivia dentro de mim, e nada mais acreditava eu dar certo, e que todas as direções não se encaixavam mais, e que qualquer distância estava de bom tamanho, porque eu não queria mais nada. O nada era um companheiro que afagava toda a hora o meu peito, e me deixava tranquila, porque não havia expectativas nem cobranças, não falava nem me fazia amar. Não havia luz que iluminasse a minha vida, o meu caminho já não tinha mais volta, minha mente já havia concretizado o final de um tempo tranquilo.

Queria eu não ter passado por isso, não ter ficado presa nessa poluição de pensamentos. Quando tudo parecia errado, quando não havia mais esperança, e o amor tinha cessado por completo, e quando tudo o que eu queria era ficar trancada sozinho, sem ninguém para me incomodar e ficar se preocupando comigo. Não queria nada mais do que a minha vidinha pacata dentro do meu apartamento, solitário, curtindo o raio de sol que poderia bater na janela. Não tinha festa que me alegrasse, não tinha horário que me deixasse mais feliz.

Nada tem sentido, até se achar o que pode te encher... De alguma coisa, de algo que não sabemos o que é, como descrever, como saber que foi preenchido, que atingiu o ponto culminante da tristeza. Fui atingida, quando eu estava sem escudo e armas. Fui preenchida quando sai e queria ficar em casa, e na minha ânsia de trancar-me, me desprendi. Descolei-me da minha ânsia de mim, da minha angústia desordenada minha. E passei a querer me deixar de lado, para descobrir o outro, aquele lá, que quando olhei, torci a cabeça e não disse nada, que não olhei muito, que não procurei. Depois que me lembrei, que era a ti que deveria de aguardar naquele tempo, que era a ti que estava “esperando“, e que a minha tristeza estava sendo criada até a tua chegada. Que na minha solidão aprendi que era melhor ter alguém para se apoiar.

Aguardei-te, esperei-te, ansiosamente, com um tremer no corpo com cada palavra, com cada dia passado. Acabando com a literatura do amor, a partir daquele dia, muitas coisas mudaram, a Ana mudou, não sei pra qual lado, ou então começou a ser mais a Ana na sua profundidade. Algumas vezes, temos que deixar de lado o acomodado cotidiano para se aprofundar no irritante.

Posso ser essa criatura com birras, medos, tristezas, solidões, dias cinzentos, mas que no se fundo só precisou de algum que iluminasse o que estava escondido e fizesse que tudo isso brotasse. E esquecemos de agradecer ao fértil homem que fez isso tudo para o teu nascimento no meio da já vivida vida.


Para aquele que iluminou tudo o que em mim estava escondido:


Dizem que a boca fala do que está cheio o coração, na sabedoria judaica isso é pregado para sempre falar tudo o que vem do coração. E desde o dia em que te vi e torci meu rosto para não ficar dando todas as pistas do que era. Mas fiquei em alerta , cuidando todos os passos e criando todas as minhas defesas para não me apaixonar. Tentei ao máximo me conter para não gostar de ti, mas nada disso funcionou, e dizia já Carlos Drummond de Andrade que quando seus olhos pararem, e você acordar todo o dia pensando naquela pessoa, que tudo o que você deseja seja ela é o amor batendo a sua porta. E depois que li aquele poema dele, fiquei esperando por tudo o que poderia acontecer, e quando eu havia parado de procurar, você apareceu.

Eu posso ser tudo isso que você vê, chata, nervosa, que vive numa ansiedade, meio sonhadora, que chora, que briga quando não fazem o que eu quero, que xinga, que fala bobagens, que muda seu comportamento quando algo está errado. Mas só você consegue me deixar mais calma, com mais vivacidade, querendo continuar, querendo aguentar toda essa distância. Ensinou-me a dividir quando o que eu mais queria era ficar com tudo, me mostrou as lágrimas não doem muito quando a gente pensa que só faltam cinco dias ou menos. Ao teu lado, aprendi a abrir mão das coisas, a busca não só a minha felicidade mas a sua também (apesar de achar que não tenho muito sucesso nisso), aprendi a me preocupar contigo, com o que se passa, o que pode acontecer.

Agradeço por iluminar minha vida mesmo estando quilômetros de distância de ti, e mesmo nessa barreira eu continuo te amando cada vez mais, e que isso é algo difícil de diminuir. Que não importa quantos dias eu esteja longe ou você não me veja, nada do que você criou dentro de mim irá se modificar, porque sentimento não se apaga, não falta água, ele só precisa ser cultivado da melhor forma possível, e foi assim que tudo isso começou aqui dentro, com um cuidado grande que tu me deu. Queria poder te abraçar todos os dias, te desejar coisas boas todos os dias, ter-te ao meu lado todos os dias, mas com as impossibilidades que foram criadas, só me fortalece mais, me deixa mais certa do que está correndo em mim para aguentar isso e te ver depois. E quando eu te vejo tudo fica melhor, eu me sinto melhor.

Obrigada por todas as coisas que você faz por/em mim, e as coisas que você nem sabe o quão é bom para mim.


No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Caixa de felicidade






E quando a saudade é demais para o coração suportar?


Tenho-me sucumbido no amar, no querer, no estar perto o mais rápido possível e desejável. Tenho me contido no ódio da distância, no sofrer da solidão demasiada de cinco dias, no andar devagar, no querer que o relógio faça o tempo voar. Carrego toda a dor de casal separado pelas longínquas estradas, que os deixam sempre a ambicionar que retornem um para os braços do outro. Aguentar essa distância que corta a felicidade, que deixa o coração em pulos de saudade, que faz a lágrima correr mais grossa e lenta pelo rosto marcando os traços de tristeza. Do medo de estar longe e do que possa acontecer.

Deveria de ser proibido essa distância, essas quebras de felicidade amorosa. Mas tenho dentro de mim que essa história de viver separado por cinco dias e ver nos finais de semana pode ser saudável. Podemos aprender a conversar mais, a compreender mais, a lidar com a própria dificuldade de aceitar tudo isso, ser mais forte, ter mais auto controle, aprender a confiar e a se entregar.

Estou sofrendo de um mal de quinze dias. De aguentar quinze dias longe de quem eu amo. E não amor de primeira série, onde a gente só queria andar de mãos dadas. Mas amor de amar, de saber, de conhecer, de estar junto, de sentir saudade por estar longe por minutos, por querer bem, por sentir a felicidade só de olhar nos olhos, de simplesmente estar ao lado da pessoa. Amar no seu sentido mais gostoso e prazeroso. Amar de não lembrar-se do tempo lá fora, de querer descobrir o aqui dentro e estar contente pelos braços que me envolvem, pelo afago quando acorda, com o silêncio para o entendimento.

Minha doença dos quinze dias é sofrer de nervoso de querer estar junto e não poder, por uma mera escolha minha, que agora afeta, me desmorona e me machuca. Porém pode estar inclusa no aprendizado do se auto controlar e se conhecer. Pode assustar, mas pra quem já se conhece de algumas experiências e sabe no que pode interferir, sabe até o que vai acontecer. Na Ana, vai ser o nervoso, que vai afetar o estômago, vou chorar a semana toda, na quinta-feira vou tentar achar desculpas para não viajar, achar uma dor que me deixe em casa e que me faça voltar para o conforto. Algo que me pare, que me deixe aqui e não vá atrás do que eu sempre quis e imaginei, realizar sonhos musicais.


Paro e me pergunto: deveríamos de deixar alguns desejos egocêntricos de lado e viver a parte de amor?


É tão difícil deixar partir, ver quem se ama na sexta já sabendo que no domingo vai doer o seu peito, e o seu coração parecer que vai sair pela boca, e quando chega o domingo você não fala, não sabe bem ao certo o que está sentindo, se é angustia, nervoso, medo, mas a única certeza que você tem é de não querer que ele se vá, partindo, saindo, como se estivesse largando, com o sentimento de que demorara tanto tempo para o rever. E quinze dias parece um mês, e uma semana vira eternidade para uma distância que mata, que machuca, que fica doentia, que enlouquece até chegar o dia em que você o vê novamente, e no final de tudo, já sabe a vida cíclica que se desenrola, mas tudo é suportável quando o sentimento é bom, mas não tanto tempo que o faça esquecer da saudade, que a solidão afague, que o corpo não precise mais e que o coração esquece de tudo o que aconteceu e marcou por um minuto ou pela intensidade que qualquer um dos silêncios, abraços e simples segurar de mãos tenham deixado a lembrança de um momento que não poderia acabar. Por isso que se ama, para conseguir arcar com todas as viagens do destino, que nos colocam solitários por dias e depois, mesmo já conhecendo, sabemos que o tempo juntos pode deixar a mente boba, vivendo aquilo ali, que te deixa alegre e com o gosto de querer sempre mais.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Escute, você quer saber um segredo?




Um monte de mágoas, ondas de alegrias estão passando por minha mente, me possuindo e acariciando. Acordei, caí da cama, passei uma escova pela minha cabeça, desci as escadas e tomei um café e olhando para cima, vi que estava atrasado. E eu penso novamente, não me decepcione, não me decepcione. Parece que meu amor está no fim e deixou você sem avisar, não vai ser sempre tão cinzento assim. Mas todo o dia tentamos encontrar dias e motivos diferentes para esquecer a dor do coração, de ser trocado. E tudo o que voce precisa é acreditar que vai mudar... E quando a noite tiver chegado...


Não há nada que você possa saber que não possa ser conhecido, nada que você possa ver que não possa ser visto, nenhum lugar onde você possa estar que não seja onde você quer estar, é fácil, tudo o que você precisa é de amor...


Agora... Bem, eu falo sobre os garotos, vocês sabem o que eu quero dizer, aquele garoto...


Escute, você quer saber um segredo?
Sons de risos, sombras de amor estão tocando meus ouvidos abertos, incitando e me convidando, e meu coração, junto com as sombras do passado, que concordavam, dizendo:

- Anna, você veio e me pediu, garota pra te liberar, garota. Você diz que ele te ama mais do que eu, então eu te libertarei, vá com ele. Toda sua vida você só estava esperando este momento chegar.


Liberdade...


Uma vez eles disseram que o amor é uma mentira, me disseram que eu nunca deveria tentar encontrar alguém para ser gentil,gentil apenas comigo. Então eu disse a eles que estavam certos, quem quer uma briga ? Disse a eles que eu concordo pelnamente,ninguém me amou, e então eu olhei para você... O amor vem,o amor mostra... É, eu vou lhe dizer uma coisa, acho que você vai entender quando eu disser o que é, eu quero segurar sua mão. Não é o modo como você sorri que tocou meu coração. Não é o modo com que você me beija que me deixa em pedaços. Sabe, Estou amando pela primeira vez, é um amor que não tem passado. Eu te amo desde que o momento em que te vi, você me olhou, era tudo que tinhas de fazer, eu sinto isso agora e espero que sintas também. Então, amor, me ame, porque você sabe que eu te amo. E você me pergunta se meu amor vai crescer? Amanhã sentirei saudades de você, lembre-se que eu sempre serei verdadeiro. E enquanto eu estiver fora escreverei para casa todo dia e mandarei todo meu amor pra você. Apesar de que você nunca vai saber o quanto eu realmente te amo, você nunca vai saber o quanto eu realmente me importo. Mas amor, eu te amo tanto...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Let there be love




Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.


Vinícius de Moraes

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Para Viver um Grande Amor




"É preciso abrir todas as portas que fecham o coração.
Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo,
Por amores do passado que foram em vão
É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar.
É preciso não esquecer que ninguém vem perfeito para nós!
É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar!
É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor...
Para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura,
Aparando as arestas que podem machucar.
É como lapidar um diamante bruto...para fazê-lo brilhar!
E quando decidir que chegou a sua hora de amar,
Lembre-se que é preciso haver identificação de almas!
De gostos, de gestos, de pele...
No modo de sentir e de pensar!
É preciso ver a luz iluminar a aura,
Dando uma chance para que o amor te encontre
Na suavidade morna de uma noite calma...
É preciso se entregar de corpo e alma!
É preciso ter dentro do coração um sonho
Que se acalenta no desejo de: amar e ser amada!
É preciso conhecer no outro o ser tão procurado!
É preciso conquistar e se deixar seduzir...
Entrar no jogo da sedução e deixar fluir!
Amar com emoção para se saber sentir
A sensação do momento em que o amor te devora!
E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas!
Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado
De todos os caminhos de sua vida trilhados!
Mas se assim não for...
Que nunca te arrependas pelo amor dado!
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado!
Mas, antes de tudo, que você saiba que tem aliado.
Ele se chama TEMPO... seu melhor amigo.
Só ele pode dar todas as certezas do amanhã...
A certeza que... realmente você amou.
A certeza que... realmente você foi amada."

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

I Don't Wanna Miss A Thing




Guardo isso porque talvez seja a única maneira de saber que ainda estas vivo. Que ainda tem algo aqui, pertinho de mim. Talvez guardamos as coisas para jamais esquecer, para eternizar. Para ficar para sempre na memória, e quando sentimos aquele cheiro, um vento batendo leve, sempre remete a alguém. Às vezes eu penso com tanto sentimento em meus olhos, com lágrimas que custam a deslizar pelo meu semblante, que eu deveria de ter acabado já com isso. Porém todas as suas lembranças em mim são guardadas e remontadas com tanta força e com uma maciez que faz minha alma se sentir ainda viva, de uma maneira diferente de achar vida em meio a perdas. Em meio a tantas brigas constantes com o próprio ser, que machuca por querer-te aqui, perto, sempre mais aguçado na minha memória.

“Eu guardei o livro todo esse tempo, para ter alguma lembrança sua.” (Três vezes amor)

E é assim que se faz a memória remontar fatos. Toda a vez que se guarda algo de alguém que se ama, que se quer. Talvez seja a esperança quase morta de que algo volte a acontecer, que algo volta a esta vivo como antes era. Viver numa redoma de vidro somente por ter aquilo ali em mãos. E assim como em filme, queremos nosso final feliz com quem amamos. Queremos sempre o “felizes para sempre” com quem sonhamos, e planejamos muitas vezes em diferentes idades, cenas, desejos, e músicas para marcarem o momento. Com alguma amargura de umas cenas que poderiam ser deletadas do meu filme, que remetem as tristes lágrimas que me correram por não estar mais contigo. Muitas felicidades e sorrisos sem explicação, lembrando de que em algum dia, alguma hora, naquele tempo eu tinha apenas o objetivo de ser feliz ao teu lado. De ter a tua presença junto a minha, as tuas palavras entrelaçadas as minhas, os teus olhos colados aos meus, e algum resquício de amor, que poderia ser mero e breve, mas que conseguiu me prender. Poderia ser falso, mas conseguiu me enganar. Poderia ser temporário, com tempo de validade e horário exato para acabar, mas no tempo em que sobreviveu me fez momentos de êxtase.

Eu guardei “isso” por todo esse tempo, para ter alguma palavra sua, alguma imagem sua, alguma ligação contigo, algum afeto por ti, para jamais te esquecer. Eu queria te ter junto a mim, mas como não é possível, e não há alguma possibilidade ainda, tenho isso comigo, para te ter. Para ter o que jamais foi meu, e o que eu nunca posso perder. Para ter uma lembrança sua, alguma recordação que me levasse diretamente aos teus braços. Sou eloqüente e passional fácil, mas que tudo isso é de sentimento verdadeiro. Nunca menti sobre o que sentia, nem para você, nem para ninguém. Mas já menti muito para mim, menti quando tentei dizer para meu coração que não te amava, que nunca te desejei, que nunca o quis aqui, ao meu lado, completando o espaço vago do meu sofá da sala. Que completasse a cadeira solitária que estava em minha frente na mesa do restaurante. Que completasse a minha frase inacabada, que esperava pelas tuas palavras.

Não queria qualquer um, ou por qualquer coisa. Queria você, que me entendeu, que brigou comigo, que me deixou sozinha quando eu precisava, e que soube a sua hora de voltar. Porém ainda não compreendeu que eu ainda te amo, e que te aguardo. Não te aguardo pelo tempo da eternidade, porque tudo tem um final, mas que seja eterno enquanto dure. E que perdure muito esse amor por dentro de mim, que corre junto ao sangue e que me esvai em felicidade. Que me deixa nos exageros das palavras, e que não me deixa achar expressões para descrever o que não sinto, não cheiro, não tenho, que eu apenas imagino. Só sei que, no exagero de minhas míseras palavras, nelas estão contidas os mais sinceros sentimentos de alguém que ama torto, que não se mexe muito, mas que tem um vasto coração,e um mundo todo imaginário nas mãos.