terça-feira, 7 de julho de 2009

Can't Help Falling in Love



Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.


Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.


Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.


Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.


Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago. ...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.


Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.


Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que? Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós. Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava. ... e é assim que se rouba um coração, fácil não?


Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então! E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.


Luís Fernando Veríssimo


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Coração!




Rifa-se um coração

Rifa-se um coração quase novo.

Um coração idealista.

Um coração como poucos.

Um coração à moda antiga.

Um coração moleque que insisteem pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está umpouco usado,

meio calejado,

muito machucado

e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.

Um pouco inconseqüente que nunca desistede acreditar nas pessoas.

Um leviano e precipitado coração

que acha que Tim Maia

estava certo quando escreveu..."...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,é isso que eu espero...".

Um idealista...

Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende.

Que não endurece, e mantém sempre viva aesperança de ser feliz, sendo simples e natural.

Um coração insensato que comanda o racional

sendo louco o suficiente para se apaixonar.

Um furioso suicida que vive procurando

relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste em cometer

sempre os mesmos erros.

Esse coração que erra, briga, se expõe.

Perde o juízo por completo em nome

de causas e paixões.

Sai do sério e, às vezes revê suas posições

arrependido de palavras e gestos.

Este coração tantas vezes incompreendido.

Tantas vezes provocado.

Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional

que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,

mas que também arranca lágrimas

e faz murchar o rosto.

Um coração para ser alugado,ou mesmo utilizado

por quem gosta de emoções fortes.

Um órgão abestado indicado apenas para

quem quer viver intensamente

contra indicado para os que apenas pretendem

passar pela vida matando o tempo,defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente

que se mostra sem armaduras

e deixa louco o seu usuário.

Um coração que quando parar de bater

ouvirá o seu usuário dizer

para São Pedro na hora da prestação de contas:"O Senhor pode conferir.

Eu fiz tudo certo,

só errei quando coloquei sentimento.

Só fiz bobagens e me dei mal

quando ouvi este louco coração de criançaque insiste em não endurecer e,

se recusa a envelhecer"

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por

outro que tenha um pouco mais de juízo.

Um órgão mais fiel ao seu usuário.

Um amigo do peito que não maltrate

tanto o ser que o abriga.

Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,

mas que incomoda um bocado.

Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda

não foi adotado, provavelmente, por se recusar

a cultivar ares selvagens ou racionais,

por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio,

sem raça, sem pedigree.

Um simples coração humano.

Um impulsivo membro de comportamento

até meio ultrapassado.

Um modelo cheio de defeitos que,

mesmo estando fora do mercado,

faz questão de não se modernizar,

mas vez por outra,

constrange o corpo que o domina.

Um velho coração que convence

seu usuário a publicar seus segredos

e a ter a petulância de se aventurar como poeta.


Clarice Lipsector

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Bullet The Blue Sky





E os céus mostravam as balas lançadas nos dias de guerra. Sangrenta e dolorosa, que foi sendo curada pelas dores do passar do tempo. E a ferida ia consequentemente diminuindo até parecer devassa aos pensamentos, mas estava viva e quente, ardia quando lembrava das velhas fotos e notícias que antes trazidas por quem amava. E iniciava uma guerra dentro de mim, uma batalha insana de medo e insegurança em várias partes. Ia atacando e sufocando conforme se alastrava pela laringe e chegando no início da boca. Lembro-me de não conseguir respirar mais, porém o intuito da luta era atingir os neuros? E chorava ao relembrar da falta de dedos e tatos. E eu precisava de uma luz, de algo que pudesse dar um caminho, mostrar uma solução, de uma idéia para acabar com a primeira guerra dentro de mim. A batalha de estar viva ainda, e lutar por algo a mais. E de amor o homem vive, ele tenta sobreviver, mas mata-se se não consegue, enlouquece a alma e desnorteia para qualquer lado e ambiente. Gostava do tempo em que não sabia ao certo o que sentia. Assim sinto mais aflição dentro de mim, e quando descobri o que realmente batia e machucava, foi um impacto que ninguém crê dar certo. E oceanos escorriam pelas maçãs do rosto. Ah! Se a coragem fosse minha amiga, não teria problemas com as ações. E assim foi-se indo, passageiro como as formas da lua, cada momento um modo. Nessas idas e vindas minha vida desandou, caiu a obscuridão. E ainda chorava pensando se poderia, um dia, ela virar a cara para mim. Olhava o jeito da moça que um dia acendeu minha vista. Amável como as flores do campo e os cremes com morangos. Então, em um dia de total eloqüência, resolvi parafrasear o já escrito nos lábios e mentes de todo e qualquer apaixonado. Sai em busca de palavras, mas dentro de mim elas se escondiam e nada surgia. Em momento algum as encontrei, e corria contra o tempo e espaço na busca constante e cansativa das palavras certas, aflição cada vez maior, poderia não ser compreendido. E se não entendesse a minha falta de palavra? Dormi por dois dias e duas noites, e fui acordado. Arregalei os pretos olhos que me pertenciam. Bati minha íris nos perdidos e pequenos olhos dela. Para que mais eu gostaria de algo? Talvez minha falta de palavras tenha influenciado algo dentro da moça. E do silêncio descobri uma boa maneira de amar. Uma sintonia recíproca entre ambos os sobreviventes. Coração que antes brigava e virou guerrilheiro dentro de mim. E sobrevivi aos raios do amor.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

You know we'll go crazy


She's a rainbow and she loves the peaceful life(...)


Eu quero estar contigo novamente, porque você eu não sei esquecer. Você impregnou na minha mente e eu assim, não sei mais como parar de ofegar pela sua ausência aqui ao meu lado. Quero estar novamente contigo. No seu colo encostar minha cabeça fatigada, e afagando-a nas incansáveis tardes de outono barato, com as folhas caindo ao nosso lado, e aquele ventinho que sopra sem choro. Resguardar-me novamente em seu leito peitoril, onde todo e qualquer curto espaço de tempo era o máximo de felicidade em meu rosto, e nunca cansava de olhar para você.



Jamais consegui parar, por um segundo só de pensar nos teus olhos cor de mel, que a doçura mais eloqüente era pouco pra descrevê-los. E sua brancura envolvendo o corpo torneado, quase que em meus olhos como Apollo ou qualquer outro Deus, semi-Deus e seus derivados. Eu o amava. Eu jamais irei, por tempo algum deixá-lo sozinho, largado como cão sem casa. Por mais que o tempo seja meu inimigo, que eu me desvencilhe daqui para longe, eu o terei sempre e constantemente em minha mente. Esse rosto largado aqui, surrado de tanto apanhar, que na desgraça o encontrou, que na dor o alimentou, que mesmo assim, esteve vivo ao seu lado, eu ainda o quero só para ter mais um privilégio de sorrir contra o sol e lembrar-se da sua cara de fraco adormecido pelas cores dentais, que não se distinguiam com os brilhos solares. Amo-o porquê não consigo sentir outra coisa além de meu carinho terno por ti, e o meu amigo que ainda mora nesse corpo que eternamente vivera. Amo-o porquê não sinto mais nada disso por outrem, por um qualquer, somente por ti.



Se todos os meus versos de amores fossem para você, eu estaria atirada naquele canto, choramingando por algo que jamais foi meu, e nessa altura do campeonato, nem desejo mais. Porque se você fosse meu agora, não teria a mesma graça de todos os meus inescrupulosos sonhos, de quando eu mais precisava de você, tu aparecias e segurava a minha mão, não precisava dizer algo, simplesmente o teu toque sobre a minha pele seria a plena salvação de dias ruins. A sua presença era como imponente castelos europeus de seus séculos passados. Um olhar que cruzasse com os meus olhos era como mel que escorria. Uma louca travessura por querer encontrar-te mesmo não sabendo nem o seu paradeiro. Era ir atrás de algo inexistente. Mas a minha ânsia de te descobrir era muito maior do que saber sobre o meu próprio florescimento nesse mundo.



Se todos os tempos em que corri atrás de algo fossem duros e reais como a realidade normalmente condiz, eu estaria exausta, com a toalha no chão, não pensaria mais em nada para poder lutar. Eu corro, mas é algo moderado. Também nem corro mais por cansaço extremo, já estou destruída de correr por algo ou algumas coisas que não valem a pena correr.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Goodbye ruby heart



Venho por meio deste, expressar o quanto lastimo por uma alma...





Em meio a todas as turbulências e ausências, de uma vida comprida e complicada, venho por meio deste escrito expressar o quanto tem sido difícil de suportar uma alma morta e decadente. Que cada ouvir de seus gritos e desesperados suspiros, é uma guerra no meu psicológico e uma dúvida entre: salvá-la ou então deixar que morra aos poucos. Desde os primórdios, ela vem me atormentando, fingindo que me ama, mas no fundo ela me usa. Ela me fez apaixonar por ela própria, somente no intuito de querer que alguém a amasse como ela mesma sempre imaginou. Ela não quer perder um dia, mas nem um dia ela sabe o que é, ela somente esta vagando pelos já vastos e inóspitos campos escuros. Não se vê mais nada além da grande tristeza que ela própria lhe causou. Foi matando-se, suicídio inapropriado. Devaneios da louca alma, da esguia forma que tem agora, da que nunca tivera, da que nunca terá. Nunca será fina, nunca será nada. Solitária como sempre foi, sonhando achou estar completa, mas sempre decaindo no final de cada hora, e a noite dormindo imaginou estar cheia de tudo. Mas estava desalojada de tudo.



Essa vida louca. Essa desgraça de ficar esperando ou então na ânsia de fazer tudo correndo, não se perdeu, nunca teve nada, nunca ganhou. Nem fez nada, porque era melhor ficar estática do que jogando para todos os lados, onde acabou na mesma coisa. Não acertou, não ganhou, nem perdeu. Porque em seu coração, nada tinha, nada entrou, muito menos saiu. Nele não há uma santa alma, não completou, não ferveu. Nessa panela nada mais faz ela ficar gorda e gostosa, com aromas especiais ou então aquela atraente e apetitosa visão dos deuses. Esta lá, no fogo ainda, mas nem chega a borbulhar mesmo. E mesmo assim ela esta, digamos, semi viva (?), quem sabe... Somente sei dizer que ela vive do amor, e é assim que vivera por seus tempos, por mais que sofra, ela nunca desistira.




”Je vais t'offrir un monde. Aux milles et une splendeurs. Dis-moi, Prince. N'as-tu jamais laissé parler ton coeur ? Je vais ouvrir tes yeux. Aux délices et aux merveilles. De ce voyage en plein ciel. Au pays du rêve bleu. Ce rêve bleu. C'est un nouveau monde en couleur. Où personne ne nous dit. C'est interdit. De croire encore au bonheur. Ce rêve bleu. Je n'y crois pas, c'est merveilleux. Pour moi, c'est fabuleux. Quand dans les cieux. Nous partageons ce rêve bleu à deux. Nous faisons ce rêve bleu à deux. Sous le ciel de cristal. Je me sens si légère. Je vire, délire et chavire. Dans un océan d'étoiles. Ce rêve bleu. Ne ferme pas les yeux. C'est un voyage fabuleux. Et contemple ces merveilles. Je suis montée trop haut. Allée trop loin. Je ne peux plus retourner d'où je viens. Un rêve bleu. Sur les chevaux du monde. Vers les horizons du bonheur. Dans la poussière d'étoile. La vie contre le temps. Infiniment. Et vivons ce rêve merveilleux. Ce rêve bleu. Aux milles nuits. Qui durera. Pour toi et moi. Toute la vie.”


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tempo tempo tempo desapareça


Meu direito e dever perante a sociedade é...



... Estou cansada de ter que aturar e saturar pelos desaforos e crimes que a sociedade faz, extrapolando todo e qualquer ato de bondade com o individuo que se encontra ao seu lado. Não estou falando de crimes, homicídios, suicídio ambiental e afins. Estou apenas falando de coisa pequena, mas de tão minúscula para alguns e grandiosa para outros, os problemas cotidianos vem gradativamente crescendo e transformando-se em catástrofes que, quem sabe, podem chegar a ser um homicídio, suicídio algo ambiental. Porém, enquanto não chegamos à grande escala, continuaremos apenas a expor a tamanha indignação. Pelo principio de tudo, podemos argumentar de primeira mão que, o cotidiano esta cada vez mais estridente e árduo para todo e qualquer ser humano, aonde cada passo dado em vão é motivo para desgraças sem fim. Essa vida rotineira, bordada entre os carros e o tempo limitado tem cada vez mais consumido os bons e velhos costumes, dentre eles o de conseguir um tempinho mínimo para escrever ou ler, quem sabe, dependendo da cabeça.


Os problemas têm chegado com tanta freqüência em conversas e discussões. Entretanto os problemas não são os causadores de tudo, o mal por trás de tudo o que aflige a sociedade contemporânea esta intimamente ligada ao estresse dessa vida tumultuada. Onde buzinar é quase como dar um bom dia com sorriso, e, aliás, o sorriso já esta dispensável nos dias de hoje, o bom dia é quase que nulo, onde não há mais o ponto de exclamação, muito menos a vontade de pronunciar tais palavras. Não existem mais desculpas além de “não tenho tempo para isso... Não tenho tempo para aquilo...” – pais já não têm tempo para seus filhos, onde tais crescem sem ao menos saber e entender como os próprios pais eram acostumados a conversar e brincar. Não entendem como seus pais brincavam com seus avôs, e eles tinham tempo para isso. As meninas já não têm mais aquele tempo que passa em questão de segundos entre o flerte e o olhar. Não existe mais o tempo para dar as mãos e caminhar sem rumo. Tudo regrado, nesse mundo em que tudo é tão mais livre do que antigamente, onde não se há condições para hesitar com freqüência, o tempo consome todo e qualquer vestígio de prazer.


E isso, meu bem, são os problemas diários, porque reclamamos porque passou rápido demais, ou então não passou e o tempo esta custando a passar. E entra ano e sai ano, e no final de todos eles, sempre falamos – mais um ano se passou, e como passou rápido, quando menos vi já estávamos em dezembro... – e esquecemos totalmente de datas de números de amores. Por quê? Pelo simples fato de que o tempo esta voando, não estamos mais adaptados a correr contra o tempo e a única coisa que sabemos fazer e parar e chorar para que, algum dia, ele volte, ou então para que passe mais lentamente. Nesse emboscar todo de tempo e estresse, a única dor que sentimos é a da nostalgia batendo sem medo, e não é em vão que ela chega, e temos tempo para as doces recordações das coisas que não passaram rápido. Ultimamente o tempo tem passado tão devagar para mim. Mas é do ser humano controlar as coisas, e caio-me nessas de ficar reclamando que ele não passa, constantemente.


Entrando em outro assunto, mas condizendo com problemas, e os nossos problemas? Porque temos que aturar os problemas alheios e não aturamos os nossos? É tradicional o preocupar-se mais com o problema do companheiro que ao nosso lado se encontra, do que preocuparmo-nos com os nossos, porque o dele, meu Deus, sempre é mais interessante, ou tem prioridade. Ou então, todo o homem tem a necessidade diária de compartilhar sua própria vida para que alguém tenha pena dela. E como já dizia Mario Quintana, o pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com ele. Essa vontade de gritar sobre seus próprios problemas, para que alguém de grande experiência venha com uma luz em seu torno e diga a solução do problema, e não existem métodos fáceis para problemas difíceis, nem métodos simples para qualquer tipo de problema. Outro caso típico do ser humano pender a acreditar que o passado trará as respostas para o futuro, ou então lições para que aprendamos algo e usemos isso a nosso favor. Entrando friamente nesse passado de lições posteriores, creio em Machado de Assis, que nos disse - Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito. – e não adianta ficarmos lembrando e relembrando fatos passados para criarmos força para o futuro.


Casos e acasos, o nosso amigo e maior traiçoeiro tempo sempre rondando e cercando cada vez mais o nosso andar. Prendendo-nos a explicações mil e um pouco no carecer da alma liberta. Onde tudo precisa ser dito e o que foi dito precisa de cuidado, pois o tempo pode não deixar que isso se apague nas mentes.



“Dias sim, dias não. Eu vou sobrevivendo sem um arranhão. Da caridade de quem me detesta. A tua piscina tá cheia de ratos. Tuas idéias não correspondem aos fatos. O tempo não pára. Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não pára. Não pára, não, não pára. Eu não tenho data pra comemorar. Às vezes os meus dias são de par em par. Procurando uma agulha num palheiro.”

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Por lá acá

"Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro - dentro de mim?"

Sem mais e nada mais...